É essencial que igrejas fiquem abertas, diz presidente de entidade

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No pior momento da pandemia, os brasileiros enfrentam ainda a proibição das atividades religiosas coletivas presenciais. “É essencial que as igrejas continuem abertas, funcionando, mantendo o seu trabalho”, afirma o bispo Eduardo Bravo, presidente da Unigrejas (União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos). “A presença da pessoa na igreja e a prática da fé combatem o desânimo, a agressividade, os vícios, a depressão, o suicídio e muito mais”, diz.

Nesta segunda-feira (5), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes divergiu da decisão do colega Kassio Nunes Marques e proibiu a realização de cultos, missas e outras cerimônias religiosas com presença de público no país. O magistrado também pediu ao presidente da Corte, Luiz Fux, para remeter o caso ao plenário.

No último sábado (3), Nunes Marques decidiu atender a um pedido da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos) e liberou cultos e celebrações religiosas presenciais em todo o Brasil. Como condição, ordenou a aplicação de protocolos sanitários, limitando a presença em cultos e missas a 25% da capacidade do público.

O presidente da Unigrejas reforça que as igrejas podem funcionar seguindo todos os protocolos determinados pelas autoridades sanitárias, porque o afastamento das pessoas pode ter resultados piores. “Os efeitos desastrosos da pandemia, o crescimento da violência familiar, a fome, o desespero, o luto atingindo famílias do nosso país, mostram a necessidade das igrejas retornarem suas atividades com ainda mais força”.

“A livre prática da fé está assegurada na Constituição do Brasil”, diz Bravo, para quem a importância do exercício da fé traz benefícios necessários no momento atual. “Quando a pessoa participa de um culto na igreja, sua força interior se renova de fé e esperança, e isto tem influência direta no relacionamento interpessoal, seja na comunidade, dentro de casa, em familia e, também, na saúde do indivíduo — fato que até a ciência já confirma”, diz.

Decisão no STF

O presidente do STF não tem um prazo determinado para colocar o assunto em votação no plenário. Por isso, a decisão de Gilmar Mendes se sobrepõe à do colega, por ter sido tomada depois, e proíbe cerimônias religiosas com público até a análise do pleno da Corte, prevista para quarta-feira (7). A matéria é o primeiro item da pauta.

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