Para manter atividades e pesquisas, Museu da Amazônia lança campanha de adoção de árvores e doação de recursos

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Após ser novamente fechado por conta do surto de coronavírus em Manaus, o Museu da Amazônia (Musa), localizado na Zona Leste da capital, deu início a duas campanhas para manter as atividades e pesquisas realizadas no local. As iniciativas vão desde a adoção de árvores, além da doação de verbas para a manutenção de espaços.

Desde o início do ano, a capital do Amazonas vive um novo pico de casos e internações por Covid-19. Com isso, o Governo determinou a suspensão de atividades não-essenciais em todo o estado e no sábado (23) estabeleceu um toque de recolher de 24h, por sete dias.

A primeira campanha, chamada de Amicus Flora, promove a adoção de árvores do museu. Para adotar, é necessário escolher uma das espécies listadas no site do Musa e fazer uma solicitação. O valor da adoção é de R$ 500 por ano. Segundo o museu, a madrinha ou o padrinho, terá gratuidade na entrada para a visitação sem guia, durante um período, e a espécie adotada receberá uma placa com o nome de quem a adotou.

“Há mais de um ano nossa receita se centraliza na bilheteria, com o valor das entradas dos visitantes. Fechados, não temos recursos para arcar com todas as despesas que envolvem a manutenção de toda a área do Museu. Nossos colaboradores que cuidam da manutenção das exposições, aquários, da torre e do Jardim Botânico ganharam novo ânimo para resistir nestes dias difíceis do combate à pandemia da Covid-19″, explicou o diretor do museu, Ennio Candotti.

Ainda segundo ele, pelo menos 35 pessoas e instituições já colaboraram com o espaço através da campanha, lançada há seis meses.

Já a iniciativa Amigos do Musa está arrecadando cotas que variam entre R$ 1 mil e R$ 100 mil, que serão revestidas para permitir ao museu maior estabilidade financeira e para manter áreas de exposição. Dentre esses espaços, destacam-se: a área das orquídeas, borboletas, fungos, aracnídeos, serpentes, peixes e samambaias, assim como o lago das vitórias-amazônicas e o jardim sensorial.

Um painel na entrada do Musa registrará, ao longo de dois anos, o nome do amigo ou empresa doadora. Ingressos também serão oferecidos aos benfeitores para visitação ao local durante o período de um ano.

G1 – AM

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