Mãe de menino encontrado morto em freezer acredita em crime

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Na tarde desta quarta-feira (13), presta depoimento à polícia a mãe de José Eduardo Alves Gonçalves Rosa, 15 anos, que foi encontrado morto dentro do freezer na casa da avó, na Vila Adelina. Segundo ela, o caso não teria sido um acidente e a família acredita em morte criminosa.

Ao Midiamax, a advogada Marcelle Peres Lopes relatou que a mãe estava junto com o primo de José, que o encontrou no freezer. Ainda no domingo (10), último dia em que o adolescente foi visto, a mãe estava com a avó e o pai do menino em Aquidauana. Mesmo assim, percebeu que os áudios que enviava por WhatsApp para o filho não estavam chegando.

Foi então que ela desconfiou que algo tinha acontecido. Naquele fim de semana, José passou o sábado com o irmão mais velho e com outro primo, vindo de Dourados. Ele e este primo deveriam ir até a casa da irmã de José, onde dormiriam de sábado para domingo, mas foram para a casa da avó.

Em vídeo de circuitos de segurança de residências vizinhas, o primo aparece saindo da casa ainda no domingo de manhã. Ele foi o último familiar a ver José ainda com vida, mas segundo a mãe do adolescente, ela não conversou com ele para saber o que pode ter ocorrido. Para a polícia e a família, este primo não é suspeito do crime.

No dia seguinte, na segunda-feira, a mãe de José teria ido até a casa da avó acompanhada de um sobrinho, que mora em Campo Grande. O portão estava trancado e ela pediu que ele pulasse o muro. Foi então que ele encontrou o adolescente morto, só de cueca, sentado dentro do freezer que estava desligado.

A família não descarta um homicídio. “Não foi acidente não”, disse a mãe de José. Ela vai ser ouvida na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), onde é investigado o caso. Ainda conforme a advogada, duas facas foram encontradas na casa da avó de José, armas que seriam ‘estranhas’, pois não eram da residência.

A família ainda relatou que o jovem não tinha desavenças nem problemas com ninguém, também não tinha passagens ou envolvimento com drogas. O caso é tratado até o momento como morte a esclarecer e os laudos necroscópicos são aguardados.

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