Cantor Genival Lacerda morre aos 89 anos após complicações da Covid-19

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Morreu nesta quinta-feira, dia 7, aos 89 anos, o cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, autor de grandes hits do forró, como “Severina xique xique”, “Radinho de pilha” e “De quem é esse jegue?”. Com Covid-19, ele estava internado desde o dia 30 de novembro de 2020 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, na área central da capital pernambucana. A informação foi confirmada pelos filhos do artista, Genival Lacerda Filho e João Lacerda, que fizeram postagens nas redes sociais.

“Painho morreu”, escreveu Genival Lacerda filho no Instagram Stories.

Nascido em 1931, na cidade de Campina Grande, Genival já se autodeclarava, em entrevista ao GLOBO em 1998, um medalhão do forró:

— Essa onda de forró pegou bem, pois já está chegando ao Sul. Sou o mais velho representante deste ritmo, mas não encosto o carro, não.

Naquele ano, Genival havia lançado o álbum “Tributo a Jackson do Pandeiro”. A homenagem não demonstrava apenas admiração artística, mas tinha ligação familiar: o Rei do Ritmo havia sido seu concunhado.

Foi Jackson do Pandeiro que sugeriu a Genival, aliás, que deixasse Pernambuco na década de 1960 e rumasse ao Rio, onde obteria maior sucesso comercial.

— Conheci muito cedo Jackson. Sua irmã, Severina Gomes, era casada com meu irmão, José Lacerda, e formava com ele a dupla Café com Leite. Quando vim para o Rio, em 1964, foi um grande amigo que me acolheu — contou Genival.

Na Cidade Maravilhosa, o cantor e acordeonista tocou em diversas casas de forró na noite.

A previsão de Jackson do Pandeiro se provaria correta em 1975, quando o verso “Ele tá de olho é na butique dela”, de “Severina xique xique”, conquistou o Brasil. A canção, feita em parceria com João Gonçalves, abria o LP “Aqui tem catimberê”, que vendeu mais de 800 mil cópias.

O hit também marcou Genival como o cantor de forró com versos bem humorados e escrachados, rótulo que o acompanhou no restante de sua carreira. Longa, por sinal. Recentemente, já flertando com os 90 anos, ele ainda se apresentava no Recife, onde morava.

A vida e a obra de Genival, através de sua relação com o Nordeste, são contadas no documentário “O rei da munganga”, dirigido pela carioca Carolina Paiva e lançado em 2008. No filme, a documentarista acompanha o músico durante uma turnê por grandes cidades da região, e conta ainda com depoimentos de outros astros da música nordestina, como Elba Ramalho e Dominguinhos.

Ao longo de sua carreira, Genival lançou mais de 50 discos.

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