Mesmo com alta de casos de Covid-19, trabalhadores de eventos em Manaus reivindicam o retorno das atividades

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Trabalhadores do setor de eventos se reuniram em frente à sede do Governo do Amazonas, em Manaus, na manhã desta segunda-feira (28). A categoria pede que o governo flexibilize as regras para a realização de festividades e cerimônias para que volte às atividades, assim como já flexibilizou a volta do comércio em geral.

“Estamos nos manifestando pelo direito de trabalhar, de sair de nossa casa e ganhar o pão de cada dia. Esse direito nos foi negado, esse direito de ganhar o dinheiro para pagar as nossas contas nos foi negado pelo decreto do [governador] Wilson Lima”, afirmou um dos manifestantes, Ronilson Rodrigues.

No fim de semana, o governador enfrentou uma onda de protestos contra o fechamento do comércio, shoppings, bares e outros estabelecimentos de atividades não essenciais. Ignorando os índices de casos confirmados de Covid-19 e os riscos de contaminação, uma multidão se aglomerou exigindo a reabertura do comércio.

O governo acabou voltando atrás em relação à suspensão das atividades e permitiu a reabertura nesta segunda-feira.

Manaus registrou, no domingo (27), um recorde de novos hospitalizados com Covid-19: foram 88 novos registros de pessoas internadas. Neste mês de dezembro, o número de internações pela doença teve alta de 28% em comparação com novembro.

A última vez que Manaus registrou tantos internados por Covid foi em 12 de maio, quando 89 pessoas estavam hospitalizadas. Na época, a capital sofria com colapso no sistema público de saúde e também no sistema funerário.

O epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, afirma que as autoridades evitaram fazer restrições mais radicais em meses atrás, e o grande problema das novas medidas foi deixá-las para dezembro. Segundo ele, Manaus teve o pico da, até então, segunda onda em outubro, mas que a situação deve piorar neste mês de dezembro.

“Estamos vivendo isso [pico] agora, nessa segunda quinzena de dezembro. Chegou um certo ponto que você tem tantos lugares na cidade com pessoas contaminadas que se perde a noção da maior concentração de casos. Vivemos, hoje, o avanço de casos, internações e falta de leitos” , explicou.

* Com colaboração de Meike Farias, da Rede Amazônica. G1 – AM

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