Alta de casos de Covid preocupa e Governo do AM volta a fechar comércio e shoppings a partir de sábado

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O Governo do Amazonas anunciou que eventos e serviços não essenciais estão proibidos em todo o estado a partir de sábado (26). A determinação vale até o dia 10 de janeiro e considera aumento de casos e internações de Covid-19.

Até esta terça-feira (22), mais de 5,1 mil pessoas morreram com a Covid-19 no Amazonas, e mais de 193 mil foram infectadas. O número de pessoas internadas, atualmente, passa de 500.

Serão proibidos:

  • Eventos em geral;
  • Reuniões comemorativas;
  • Casamentos;
  • Formaturas;
  • Abertura de espaços públicos;

Poderão funcionar apenas por drive-thru e delivery – até 21h:

  • Shoppings;
  • Restaurantes;
  • Comércio não essencial;

Os hotéis poderão atender ao público, mas os restaurantes desses estabelecimentos devem atender apenas os hóspedes.

Conforme o governo, feiras e mercados poderão funcionar, mas os horários ainda devem ser estabelecidos, e o serviço intermunicipal será mantido, mas com intensificação das fiscalizações. As atividades da indústria também estão autorizadas a funcionar.

O governador Wilson Lima afirmou que os eventos clandestinos de fim de ano devem ser fechados, e os equipamentos de som e iluminação, assim como bebidas, devem ser recolhidos pela polícia.

“O aumento [casos de Covid] tem relação com eventos que geram e geraram aglomerações. As eleições tiveram participação significativa nesse processo, e agora estamos colhendo os frutos disso. Também temos as festas clandestinas que têm acontecido com muita frequência em Manaus”, declarou Lima.

Internações por Covid em alta

Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (23), o governador Wilson Lima afirmou foi constatado um aumento significativo de casos de Covid-19 no Amazonas, sobretudo a ocupação na rede pública de saúde. Segundo Lima, a rede privada de saúde também registrou alta nas internações – com 85% de ocupação.

O Hospital Delphina Aziz, referência no atendimento de casos de Covid, atualmente se encontra com 94% dos leitos clínicos ocupados, e 99% de ocupação nos leitos de UTI. O governador ressaltou que, nos últimos 35 dias, foram instalados 50 novos leitos de UTI na unidade, praticamente todos já estão ocupados.

“Os números indicam que os que são mais contaminados pelo vírus são pessoas entre 20 e 49 anos de idade, mas quem está morrendo mais são aqueles que têm acima de 60 anos de idade. E eles representam 73% dos mortos”, disse Lima.

O governador também criticou a Prefeitura de Manaus e afirmou que o órgão não fez ações efetivas de estabelecer medidas restritivas e recomendações. O G1 aguarda posicionamento da prefeitura sobre as declarações.

O governador fez um apelo à população. “Não adianta o governo ampliar a rede de atendimento na área de saúde, se não houver a colaboração de todos […] Nós estamos baixando esse decreto para que a gente tenha uma diminuição na transmissão dos casos de Covid, pra que a gente não fique reiteradamente tendo que baixar a cada 15 dias um decreto com novas proibições ou renovando decreto”, declarou.

AM teve colapso na saúde e funerário

O Amazonas viveu o pior período da doença entre abril e maio, quando o sistema público de saúde entrou em colapso com quase 100% dos leitos de UTI ocupados. Na época, a capital também sofreu com colapso no sistema funerário, e teve corpos enterrados em valas comuns.

Quatro meses após flexibilização da quarentena, entre junho e setembro, o governo voltou a fechar estabelecimentos por conta de alta no número de internações pela doença. Foi proibida a abertura de bares, flutuantes, praias, entre outros locais de recreação.

Nas últimas semanas, o governo voltou a liberar o funcionamento desses locais, mas apenas na modalidade restaurante, tanto em bares quanto em flutuantes.

G1 – AM
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