Acre teve aumento de quase 40% no número de novas mortes nos últimos 12 anos

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de óbitos ocorridos e registrados no Acre nos últimos 12 anos aumentou 39,4%. O resultado é de uma pesquisa divulgada esta semana.

O volume passou de 2.882, em 2008, para 4.019, em 2019. Houve acréscimo tanto nas idades iniciais quanto nas idades intermediárias (dos 30 aos 54 anos).

Os maiores acréscimos para ambos os sexos nas faixas etárias foram observados nos grupos de 70 a 74 e 75 a 79 anos, 75,5% e 56,6%, respectivamente. A partir dos 55 anos, acréscimos importantes no total de óbitos registrados ocorreram em função do processo de envelhecimento populacional no Estado.

A mortalidade é diferenciada por sexo, e, normalmente, a masculina é superior à feminina ao longo de toda a vida. Contudo, em um determinado intervalo de idade, entre jovens e adultos jovens, esse diferencial se acentua.

As causas principais para o aumento dessa diferença são os óbitos por causas externas (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc.), que incidem com mais intensidade na população masculina. De acordo com a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, esses óbitos são registrados, segundo a sua natureza, como óbitos não naturais.

Em 2019, a sobremortalidade masculina (é obtida dividindo-se o contingente de óbitos masculinos pelo contingente de óbitos femininos) por causas não naturais no grupo de 25 a 29 anos foi da ordem de 10,2, isto é, um indivíduo do sexo masculino de 25 anos tinha, aproximadamente, 10 vezes e meia mais chance de não completar os 30 anos do que um indivíduo do sexo feminino.

No grupo de 15 a 24 anos por óbitos masculino não natural o percentual foi de 39,2%, o menor do país e a mais alta foi o Estado da Bahia com 83,1%.

Quando comparados os registros de óbitos por causas externas no grupo etário masculino de 15 a 24 anos, entre 2008 e 2019, observa-se que algumas Unidades da Federação diminuíram significativamente a quantidade de registros dessa natureza – casos do Espírito Santo, Distrito Federal, Paraná, São Paulo, Mato Grande do Sul, Rondônia e Minas Gerais, com quedas superiores a 30,0%.

No outro extremo, as Unidades da Federação que aumentaram o volume desses registros, destacam-se o Estado do Amazonas, cujo incremento foi de, aproximadamente, 119%. Os maiores aumentos ocorreram nos Estados das Regiões Norte e Nordeste do País.

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