CPI da Educação é instalada no AM, mas trabalhos são suspensos por esbarrar em investigação na Saúde e processo de impeachment de Wilson Lima

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A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) instaurou, durante sessão desta quarta-feira (8), Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação para investigar gastos de mais de R$ 130 milhões sem dispensa de licitação e contratos emergenciais com transporte e alimentação pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc). Os inícios dos trabalhos, no entanto, não devem começar de imediato por questões administrativas. O G1 aguarda posicionamento da Seduc.

A CPI foi aberta após alcançar oito assinaturas necessárias. Segundo o deputado Josué Neto, presidente da Assembleia, o andamento da nova CPI esbarra na CPI da Saúde, instaurada para investigar gastos do governo durante a pandemia.

“A CPI está declaradamente aberta e, ao mesmo tempo, nós estamos abrindo a CPI, declarando que ela existe, e que vamos dar início assim que a Casa suporte o andamento da CPI da Educação, já que temos uma comissão especial de impeachment e temos uma extemporânea, uma CPI da Saúde”, comentou.

O parlamentar informou que assim que houver condições para levar adiante a CPI da Educação, os trabalhos serão iniciados pela Casa Legislativa.

“Portanto, a CPI está aberta e suspensa ao mesmo tempo. Assim que nós tivermos condições administrativas de tocar a CPI da Educação, assim faremos”, concluiu o deputado.

A CPI da Educação foi proposta ainda em maio de 2019 pelos deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do partido Podemos – para investigar a terceirização do transporte público escolar – quando chegou a coletar três assinaturas, mas precisava de oito para ser criada.

Processo de impeachment e CPI da Saúde

Na terça, a Assembleia Legislativa decidiu dar seguimento ao processo de impeachment do governador Wilson Lima (PSC) e do vice, Carlos Almeida Filho (PTB).

O processo de impeachment voltou à pauta da Casa Parlamentar depois da Operação Sangria, deflagrada no dia 30 de junho pela Polícia Federal, que tem Lima como um dos alvos na investigação de superfaturamento na compra de respiradores para o estado durante a pandemia. Wilson e a Secretaria de Saúde do Amazonas também são alvos de investigações da CPI da Saúde.

Também está em tramitação uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde para investigar a aquisição de 28 respiradores pulmonares para a rede pública de saúde no valor de R$ 2 milhões e 970 mil. De acordo com o Ministério Público de Contas, o custo teve uma média de R$ 106 mil e 200 por unidade.

A secretária, Simone Papaiz, que foi exonerada nesta segunda (6), chegou a ser presa pela Polícia Federal na Operação Sangria por suspeita de envolvimento no esquema de compra de respiradores. O Governador Wilson Lima também é alvo das investigações e teve bens bloqueados.

G1 – AM
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