Minoru se reuniu com PSL para tratar de aliança antes da proposta de Major Rocha

RN7

Apesar de ter dito na sexta-feira (3) que não estava preocupado em encontrar um vice e que suas atenções voltavam-se para a pandemia, o pré-candidato a prefeito de Rio Branco pelo PSDB, Minoru Kinpara, chegou a visitar, 10 dias antes da declaração, o presidente estadual do PSL, Pedro Valério, para pavimentar a aliança entre os dois partidos.

A informação foi confirmada pelo dirigente pesselista. Segundo ele, o ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac) foi até a sede do PSL com sua esposa “para falar da expectativa de abrir diálogos em busca de aliança”.

Ainda de acordo com Valério, Kinpara deixou clara a vontade de ter o PSL como aliado na disputa eleitoral, demonstrando que o pré-candidato foi mais que um espectador da ida do vice-governador Major Rocha para a legenda.

O encontro entre Minoru e Valério aconteceu na tarde do dia 23 de junho, poucas horas após o pesselista receber a ligação do presidente nacional do seu partido, Luciano Bivar, informando que Rocha, então no PSDB, propôs sua filiação ao PSL. Bivar pediu a Valério que sentasse com o vice-governador e analisasse a questão.

A ideia acertada entre Rocha e Bivar era dar o vice-governo do Acre ao PSL em troca do apoio da sigla à pré-candidatura de Minoru, que estava isolado em alianças.

A visita de Kinpara se deu também horas antes do primeiro contato pessoal de Valério com Rocha – ocasião em que criou-se um conflito entre os dois, já contornado após a intervenção do vice-presidente nacional do PSL, o deputado federal Junior Bozzella (SP), que veio ao Acre apenas para aparar as arestas.

Em vídeo gravado para suas redes sociais um dia após a filiação de Rocha, Minoru afirmou: “Quero dizer que não estou preocupado com isso [pré-candidato a vice]. Neste momento, a nossa maior preocupação é com a vida das pessoas. Não é o momento para discutirmos isso. Na hora certa nós vamos chamar aquelas pessoas e aqueles partidos que nos ajudaram a construir um projeto para melhorar a vida das pessoas”.

Rocha se filiou ao ex-partido do presidente Bolsonaro na quinta (2) e ganhou a direção da executiva municipal. Agora, ele deve discutir internamente um nome para dividir os palanques com Minoru, que, com a aliança, ganhará maior tempo de TV e parte da fatia do PSL do fundo partidário.

“A expectativa da nacional é que o PSL indique sim o vice e esteja na trincheira. Acreditamos que Rocha irá definir isso”.

Valério adiantou à reportagem que o nome do PSL pode surgir entre os empresários Fernando Lages e Celestino Bento, o jornalista Rogério Wenceslau e o coronel Ulysses Araújo, embora este já tenha dito que não irá se candidatar.

 

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