Em Rio Branco, pacientes de doenças crônicas recebem medicamentos em casa durante a pandemia

RN7

Os pacientes que têm doenças crônicas em Rio Branco e que dependem do Centro de Referência de Medicamentos Especiais (Creme) passaram a receber a medicação em casa durante a pandemia do novo coronavírus. As entregas começaram no início do mês e, em menos de 30 dias, já somam mais de mil.

O Creme atende cerca de nove mil pacientes com diversas doenças, entre elas hepatites virais, lúpus, reumatologia, os que fizeram transplantes, entre outros.

Para receber a medicação, o paciente deve entrar em contato pelo telefone (68) 3227-3227, ou pelo WhatsApp (68) 99247-6888 ou no e-mail creme.saude@gmail.com. É necessário informar os dados pessoais, o número da pasta do paciente, interno, endereço completo com ponto de referência e o telefone atualizado.

“Já passamos de mil entregas. No início da pandemia a gente estava tentando reorganizar o serviço, que teve problemas no início. Este mês que começamos, contratamos os motoboys, personalizamos as caixas para entrega. A partir do dia 1º começamos a divulgar, que a partir daí fazemos as entregas oficiais”, explicou a farmacêutica e coordenadora do Creme, Rossana Freitas.

As entregas são feitas apenas na capital acreana. Um motoboy identificado vai até a casa do paciente deixar o remédio. Os pacientes do interior precisam agendar a retirada do remédio ainda na sede do Creme.

Receitas válidas

As receitas médicas dos pacientes atendidos pelo Creme têm validade de até três meses. Após esse período, ele precisa retornar ao médico e fazer uma nova avaliação e pegar um novo receituário.

Rossana acrescentou que com a pandemia, o Ministério da Saúde prorrogou por mais três meses a validade das receitas para que os pacientes não fiquem sem a medicação. Mesmo assim, a coordenadora diz que ainda há o acompanhamento e monitoramento desses pacientes.

“O paciente precisa apresentar junto com a receita alguns exames. Como o paciente ia apresentar isso, vamos entregar em casa, mas como vamos monitorar isso? Esse monitoramento não foi excluído. A cada três meses o paciente apresenta os exames laboratoriais e os demais. O que está acontecendo é que estamos prorrogando o prazo da receita. Com a pandemia, o Ministério da Saúde autorizou que essas receitas fossem válidas por mais três meses”, confirmou.

A coordenadora também disse que as entregas estão ajudando as equipes a atualizarem alguns dados dos pacientes que estavam defasados.

“O paciente precisa entrar em contato por e-mail ou telefone para que, conversando com ele, a gente possa ver a possibilidade de fazer exames para saber como estão as condições clínicas para marcar a entrega. Como tem paciente cadastrado há muito tempo, a gente precisava atualizar endereço e telefone. Temos uma série de dificuldades de encontrar os endereços dos pacientes”, complementou.

Dificuldades

A coordenadora contou que o setor passou por algumas adaptações e impasses até chegar nas entregas. Inicialmente, o paciente agendava para buscar o remédio, mas ainda gerava muita aglomeração na unidade.

“A gente passou por algumas etapas desde o início da pandemia.Estávamos tentando fazer por agendamento para o paciente ter acesso, mas a aglomeração ainda continuava grande. Os idosos ficavam na fila correndo risco e era de cortar o coração. Agora não tem esse risco”, concluiu.

G1 – AC

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