Live com treinadores apresenta necessidades de mudanças no futebol de MS

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Transformar as estruturas das equipes de futebol de Mato Grosso do Sul.

Esta foi a conclusão que chegaram os participantes da LIVE promovida pela Federação de Futebol de MS, com participação dos treinadores Glauber Caldas e Robson Mattos e uma intervenção de Paulo Comelli, treinador de renome internacional.

Quando perguntados como escolhiam suas táticas, se mantem o próprio princípio ou se adaptam de acordo com os adversários, ambos os treinadores optaram em escolher uma filosofia de jogo e a trabalhar com variantes necessárias a conter o adversário.

Outro debate, foi em relação a participação do estado na Copa São Paulo de Juniores, uma vez que as equipes do nosso estado dificilmente passam da primeira fase.

Segundo o debate, é a forma social de se fazer categoria de base e a falta de investimentos nas idades que hoje interessam, dos 8 aos 13 anos.

“O futebol é um rito de aprendizagem onde a somatória das informações técnicas, táticas e físicas, importam no final do ciclo quando o atleta está com seus 16 ou 17 anos. E ainda é muito importante é o número de jogos que cada um faz, o que determina sua experiência frente aos grandes clubes. Aqui, enquanto não tivermos um calendário anual com jogos o ano todo, vamos patinar sempre nos resultados” afirmou Robson Mattos.

Outra tema debatido é se existem diferenças entre trabalhar com dirigentes estatutários(eleitos) ou com dirigentes profissionais que vivem as experiências do futebol na sua carreira de gestão.

A conclusão foi um misto em afirmar que os primeiros, estatutários, precisam se aprimorar e evoluir na realidade da atualização do futebol no mundo.

Qual seria a melhor equipe a trabalhar hoje tendo como modelos a Ponte Preta que é um time do coração do torcedor ou o RB Brasil que estava em Campinas e que foi para Bragança, que prioriza o negócio antes de ter apenas resultados?

Glauber Caldas trabalharia com a segunda, onde um trabalho a longo prazo poderia ser executado e uma linha de produção de jogadores montada ao longo de alguns anos.

Para Robson Mattos, o ideal seria a junção das duas administrações, com uma paixão mas direcionada sempre pela razão.

Mas a questão principal de mudança está na filosofia das pessoas que trabalham com futebol na preocupação das capacitações.

“Não vejo muitos treinadores se preocupando com a formação própria, com a aquisição de conhecimento e de trocar essas experiências. Apesar de hoje a internet estar à disposição de todos, nada supera o aprendizado pessoal” contesta Glauber Caldas.

“A Federação através de Marco Tavares, tem se mostrado aberta a investir nessas capacitações. Mas são tantas as áreas que temos que evoluir que levaremos algum tempo para nos igualarmos aos grandes centros. Então, quanto antes nossos técnicos, preparadores físicos, gestores e principalmente os dirigentes, precisam avançar nessa trilha de conhecimento compartilhado” afirmou Robson Mattos.

A melhor tática é aquela que sua equipe se adapta. Quando chegam aos clubes, os dois técnicos preferem escolher jogadores de melhor técnica, pois estes poderão executar qualquer tática.

Na questão de qual princípio tático preferem, 4x4x2, 4x1x4x1 ou outros, Robson e Glauber dizem que isso é apenas uma sopinha de números. A tática é comportamental e dessa forma, deve ser tratada em um contexto universal.

A conclusão foi que os clubes de camisa, com marcas importantes, precisam se preocupar em usar as categorias de base como laboratório de atletas e comissão técnica, incorporando a isso novos profissionais como assistentes sociais, psicólogos, nutricionista e outros, dando suporte aos atletas para que estes possam se concentrar na formação plena, realizando mais jogos, incentivando a troca de jogadores com equipes mais fortes e ai sim, descobrir talentos e investir neles.

A boa tática é ser o mais profissional possível.

 

FFMS

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