Marcílio Moraes surpreende com proposta sobre série à Record

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O autor Marcílio Moraes, que deixou a Record recentemente, fez um pedido à emissora através de sua conta no Facebook. O novelista solicitou a liberação do texto de uma série que escreveu antes de sua saída, Pigmaleão do Brejo, comprometendo-se, inclusive, a tocar a produção, sem custos para o canal.

De acordo com ele, a obra guarda semelhanças com o longa-metragem sul-coreano Parasita, dirigido por Bong Joon-ho, vencedor do Oscar 2020 de melhor filme.

“Assisti ‘Parasita’. Lembrei de dois filmes e uma série. […] E lembrei da minha série ‘Pigmaleão do Brejo’, que escrevi em 2018 e que continua inédita. Tem semelhanças com ‘Parasita’, na temática. E também com o destino do protagonista do filme”, começou o autor.

“Como ele, está lá no porão, mandando sinais de vida. Aproveito para renovar meu apelo à direção da Record: liberem o texto, eu mesmo produzo, sem custos para a emissora. Não prometo um Oscar, mas pelo menos alguma estranheza e boas risadas”, escreveu Moraes.

Por fim, o autor rogou a Edir Macedo, proprietário da Record: “Então, Bispo Edir Macedo, ajude o audiovisual brasileiro e faça um favor a este dramaturgo: diga aos seus executivos que não faz sentido condenar uma série de qualidade às gavetas”.

Colaborador em clássicos como Roque Santeiro (1985) e Roda de Fogo (1986), e titular da bem-sucedida Sonho Meu (1993), todas da Globo, Marcílio Moraes chegou à Record em 2005, para coordenar os trabalhos de Essas Mulheres, então conduzidos por Rosane Lima, Cristianne Fridman e Bosco Brasil.

No ano seguinte, assinou Vidas Opostas, marco da história recente do canal – com vitórias na audiência sobre a Globo e o único Troféu Imprensa da casa na categoria Novela.

Também respondeu por Ribeirão do Tempo (2010) e pelas séries A Lei e o Crime (2009), Fora de Controle (2012) e Plano Alto (2014). Com a aposta da estação em tramas bíblicas, Marcílio Moraes perdeu terreno – assim como Carlos Lombardi, Gisele Joras, Lauro César Muniz e Margareth Boury.

O setor, hoje nas mãos de Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo, sofreu abalos que influenciaram a saída até mesmo de nomes ligados às sagas da Bíblia, como Vivian de Oliveira, Renato Modesto, Gustavo Reiz e Emílio Boechat.

 

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