Confrontos durante protestos no Líbano deixam dezenas de feridos

RN7

Confrontos entre forças de segurança e manifestantes perto do Parlamento do Líbano, na capital Beirute, dezenas de feridos neste sábado (18). A agência Associated Press fala em ao menos 150 feridos, enquanto a France Presse estima que 220 sofreram ferimentos.

Após uma breve pausa em dias de protestos, centenas de pessoas voltaram às ruas contra o governo libanês em meio a uma severa crise econômica no país (saiba mais sobre a tensão no Líbano no fim da reportagem).

Os confrontos deste sábado começaram quando manifestantes jogaram pedras, pedaços de metal, placas de trânsito e galhos de árvores contra os policiais, que tentavam impedir a entrada de manifestantes no Parlamento. As forças de segurança, então, responderam com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água.

Em meio à confusão, as Forças de Segurança Interna do Líbano pediram que todos os manifestantes deixassem imediatamente a região onde ocorriam os conflitos. Segundo as autoridades, alguns policiais precisaram ser levados a hospitais — alguns, segundo o governo, foram atacados dentro das unidades de saúde.

“Os que estiveram causando tumultos serão perseguidos, presos e levados ao Judiciário”, disseram as Forças de Segurança pelo Twitter.

Diante da situação, o presidente do Líbano, Michel Aoun, ordenou que o exército do país e comandantes da segurança restaurassem a calma.

Agressões da polícia e prisões nos últimos dias deixaram grupos de direitos humanos alarmados e fizeram ativistas temerem que as autoridades tomassem medidas ainda mais violentas para reprimir os protestos.

Crise no Líbano

Há três meses, o Líbano passa por protestos contra a elite política que governa o país desde a guerra civil (1975-1990). Os manifestantes culpam os políticos pela corrupção e incompetência em um país que acumulou uma das maiores dívidas do mundo, em termos proporcionais — US$ 87 bilhão, o que dá mais de 150% do PIB libanês.

“Não vamos pagar a conta”, gritavam os manifestantes neste sábado.

As manifestações derrubaram o primeiro-ministro Saad Hariri em outubro, e todo o gabinete de governo também deixou o cargo (relembre no vídeo acima). Porém, o impasse na sucessão governamental e a continuidade da crise mantiveram os manifestantes nas ruas.

Mesmo fora do cargo, o ex-premiê vem criticando os protestos, que, segundo ele, “são uma ameaça à paz civil”.

“É uma cena insana, suspeita e que deve ser rejeitada”, tuitou.

G1
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