AM registra mais de 90 mortes por afogamento em um ano; bombeiros alertam para período de férias

RN7

Um levantamento do Instituto Médico Legal (IML) aponta que foram registradas 97 mortes por afogamento no Estado do Amazonas em 2019. Entre as vítimas identificadas, em sua maioria são do sexo masculino, as idades variam de um a 87 anos.

Além dos registros na capital, os casos ocorreram em diversas regiões do estado, como Borba, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Manacapuru e Rio Preto da Eva.

Durante o período de férias, o Corpo de Bombeiros, que foi acionado em 92 dos casos, alerta para os cuidados necessários com adultos e crianças nessas situações.

Para o chefe do Posto Base dos Guarda Vidas da Ponta Negra, 1° sargento QPBM Edson de Sousa Barreto, o ideal é que moradores e turistas procurem frequentar praias, balneários ou bares flutuantes, que possuam guarda-vidas.

“Temos equipe na Ponta Negra (Manaus), Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo. Nos demais balneários e praias distantes, em sua grande maioria, tem guarda-vidas contratados”, afirmou o sargento, especializado em Mergulho de Resgate e Salvamento Aquático e Salvamento em Alturas.

Outra dica importante, segundo Barreto, é evitar o consumo de bebida alcoólica caso haja interesse da pessoa em nadar ou entrar na água.

“A bebida causa um relaxamento muscular, bem como o sistema nervoso central fica abalado, causando um retardo no instinto e reflexo. Atinge o labirinto, causando desnorteamento, sensibilidade nas extremidades do corpo e sonolência. Juntando alguns aspectos dos já citados, a vítima ao entrar na água, pode sofrer um apagão e se afogar”, explicou.

Em relação aos cuidados com as crianças de até 12 anos, o sargento orienta que os pais fiquem atentos constantemente e “jamais se afastam mais de dez metros dos mesmos”. No caso de crianças menores de seis anos, ele explica que elas não tem noção de perigo, então, “sempre que for sair, leve boias braçais para colocar nas mesmas e, sempre mantenha-se perto para qualquer eventualidade”.

“Jamais use boias circulares com entrada para os pés, pois, com o movimento das crianças, pode virar de ponta a cabeça e a criança ficar engatada, podendo levar à morte por bronco aspiração”, alertou.

Diante de uma situação de afogamento, Barreto ressalta que o primeiro passo é acionar a corporação por meio do telefone 193 e explicar o caso, ou chamar os guarda-vidas mais próximos do local. “Caso não tenha guarda-vidas, procure algo flutuante e forneça para a vítima, para mantê-la na superfície da água, até chegar o socorro. Tais como caixa de isopor, tampas de geleiras ou boias”, disse.

Somente em último caso o sargento recomenda que alguém entre na água para tentar resgatar a vítima. “Você tem que saber nadar o suficiente para se salvar e rebocar a pessoa com a técnica do peito cruzado (braço entrelaçando a vítima pelo tronco) mantendo sempre a cabeça da mesma fora da água”, concluiu.

G1 – AM

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