Pai preso por acorrentar menina também torturava filho mais velho: ‘Mãe consentia que ele fizesse isso’

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homem de 32 anos preso ao chegar com a filha de 12 acorrentada em uma unidade da Polícia Militar, em Campo Grande, também torturava o filho mais velho. É o que aponta a investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

De acordo com a delegada Franciele Candotti Santana, o adolescente contou que ele também era acorrentado e a irmã mais nova dele confirmou. “Ela não era agredida. É a testemunha fundamental”.

Conforme a delegada, além de ser acorrentado, o menino era agredido pelo pai e a mãe presenciava. “Ela é omissa. Presenciava e não tomava providência. Ao contrário, ela até consentia que o pai fizesse isso”.

A mulher está em liberdade, mas foi responsabilizada como envolvida na tortura ao filho. O marido dela segue preso.

Maus-tratos, tortura, evasão escolar

Segundo a polícia, o suspeito disse que mantinha a filha acorrentada para que ela não fugisse de casa para se encontrar com o namorado, que também seria menor de idade. Ele comentou ainda que a última fuga tinha ocorrido horas antes, quando a garota lhe disse que estaria grávida.

Entretanto, assim que chegou a unidade policial, trazendo a menina acorrentada, o pai foi preso por maus-tratos. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso. Além de presa pela corrente, a garota apresentava uma série de hematomas por várias partes do corpo, como braços e pernas. Ela disse aos policiais que eram agressões que sofria do pai.

iVzinhos e conhecidos da escola onde estudava a menina também denunciaram ao Conselho Tutelar evasão escolar, negligência e fugas da garota. Segundo o Conselho Tutelar, em todos os casos, os pais eram chamados e negavam os crimes.

G1 – MS

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