Sem transparência, senadora usa verba para reforma

RN7

A senadora eleita pelo então  partido do presidente Jair Bolsonaro, PSL, Soraya Thronicke realizou reforma em seu gabinete, porém o valor não consta no Portal da  Transparência do Senado Federal. De  acordo com a coluna do jornalista Cláudio Humberto, foram realizadas duas adequações, sendo uma de R$ 12.944 e outra de R$43.550.

Conforme informações da coluna, o Senado omite do próprio Portal da Transparência R$603 mil em gastos para atender “o capricho de senadores com reformas em seus gabinetes e apartamentos funcionais. A começar pelo próprio presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cujos gastos com a reforma na churrasqueira da residência oficial que ocupa e em seu gabinete, estas no valor de R$15.273,83, foram mantidas nas sombras das gavetas”.

Ainda de acordo com o texto, as obras pagas e não lançadas no Portal da Transparência somam quase R$100 mil, sem contar R$500 mil empenhados e não lançados.

Com relação a senadora de Mato Grosso do Sul, o colunista informou que primeira reforma incluiu substituição do forro de gesso, que teve de ser demolido novamente na segunda reforma.

Procurada pela reportagem a parlamentar negou que tenha feito duas reformas, ela explicou que foram realizadas adequações no recesso de meio de ano, em 2019, mas por ser mais curto o tempo alguns reparos ficaram para o recesso de 2020.

“Meu gabinete tem 134 metros quadrados mais ou menos, é o menor do que todos os senadores. A reforma que foi feita, foi por conta de estrutura, principalmente de divisórias. As divisórias eram de vidro e haviam sido condenadas pelos Bombeiros, pela brigada de incêndio. Foi uma reforma obrigatória, licitada pelo Senado, apenas estrutural”.

A parlamentar explicou que foram gastos R$12 mil com as primeiras modificações.

“Pelo teto do meu gabinete vai precisar trocar ar-condicionado porque são de 1986 e estão risco de curto-circuito. Não houve nada que eu pedi, eu nunca pedi nada ali. Foram modificações estruturais do prédio, principalmente porque o prédio é tombado e tem que fazer manutenção”.

De acordo com a senadora, as modificações ficam em seu nome para que tenha a identificação do gabinete que está sendo reformado, mas reiterou que não pediu uma reforma. “Está sendo feito em duas etapas, a primeiríssima pintou e ajeitou pra eu poder entrar, era da Marta Suplicy, estava muito sujo, mas nada mais do que o necessário. Nem mexeram nas divisórias proibidas por falta de tempo, o que fizeram somente em julho, no recesso, e agora, na semana que vem, os ares, mas precisam fazer pelo meu teto, e embora seja estrutural, necessária e até obrigatória, fica no meu nome porque é a identificação da localização”.

C.E

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