Confusão no Rui Pimentel I tem PM puxando moradora pelos cabelos

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Confusão envolvendo moradores e a síndica do condomínio Rui Pimentel I, no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande, virou caso de polícia na tarde desta sexta-feira (3). A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos mas, em vez disso, a situação piorou e foi parar todo mundo na Delegacia de Polícia Civil, com os moradores reclamando de truculência da equipe da segurança pública. A guarnição também afirma ter sido mal recebida.

Vídeo de 13 segundos enviado ao Campo Grande News mostra parte do tumulto. Há muita gritaria, a voz de uma mulher dizendo “tira a mão de mim” e de outra pessoa afirmando que é preciso filmar porque “eles não podem fazer isso”. Na cena, dá para ver um dos dois policiais militares tentando levar a mulher para o camburão. Ela está no chão, grita e chega a ser puxada pelos cabelos.

A reportagem conversou com ela, que se identificou como Ivanise Arruda dos Santos, 34 anos, salgadeira. A moradora afirmou que foi arrastada pelo policial com violência e que o problema aconteceu porque não queria ir na parte de trás da viatura para a delegacia.

Pelo que foi apurado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, no Bairro Tiradentes, onde está sendo feito o registro, cinco moradores acabaram sendo transportados na viatura. Pelo menos outros cinco foram por conta própria.

O estopim – O relato dos moradores é de que, em relação aos policiais, tudo começou justamente por causa da filmagem via celular. Segundo Ivanise, um dos homens da força de segurança tomou o aparelho da moradora que gravava o vídeo, quebrou e jogou no chão. Essa pessoa não foi localizada pela reportagem na delegacia.

Os policiais e a síndica do condomínio, Angélica de Lima, também estão na unidade policial.

Confira o vídeo que chegou à reportagem:

 

Gasto contestado – A situação tem a ver, ironicamente, com o contrato feito pela síndica com uma empresa, a DL Soluções, para instalação de equipamentos de segurança: quatro câmeras, motor do portão, sensor, controles, limpeza e segurança.

O valor de pouco mais de R$ 19,6 mil foi considerado alto e a negociação acabou sendo quebrada. A empresa informou que havia feito o trabalho sem receber nada e iria à Justiça.
Hoje à tarde, segundo as informações obtidas, novamente um grupo foi à casa da síndica e a confusão se formou. Ela chamou a PM afirmando que a residência havia sido invadida e que sofreu agressões junto com o filho, que é autista.

O que diz a PM – A Polícia Militar informou que a equipe foi acionada pela síndica após ter a casa invadida “por moradores que exigem que a mesma entregue o cargo de síndica”. Segundo o setor de relações públicas, os policiais dizem que foram recebidos com truculência por alguns moradores.

Ainda de acordo com a Corporação, houve agressões à síndica e ao filho dela e por isso foi decidido que o caso seria levado à delegacia. “Quando o policial verbalizou que iria conduzir as partes, uma delas disse que não iria e no momento da contenção, jogou-se no chão”, informou a PM.

De acordo com a Corporação, os moradores podem fazer denúncia diretamente na Corregedoria sobre a situação.“Quando o cidadão está descontente com a ação policial, solicitamos que faça o registro da reclamação junto à corregedoria da PMMS, na Rua Jose Gomes Domingos n°537, Bairro Santa Fé, para que seja instaurado o devido procedimento administrativo.”

CGNEWS

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