Após percorrer mais de 20 km de rio, bombeiros suspendem buscas por menino desaparecido em Rio Branco

RN7

As buscas superficiais pelo menino Paulo Henrique, de 6 anos, que caiu no Rio Acre na noite de Natal, na quarta-feira (25), também foram suspensas após o Corpo de Bombeiros percorrer mais de 20 quilômetros do manancial.

Paulo Henrique brincava com o irmão de 4 anos na parte de trás da casa da família, que fica às margens do rio, quando caiu e sumiu nas águas. O acidente foi na casa da família, que fica na Travessa Manoel Bandeira, bairro Volta Seca, região da Baixada da Sobral.

A última busca foi no domingo (29), segundo informou o major dos Bombeiros, Cláudio Falcão. Ele disse ainda que as buscas podem ser retomadas após uma análise que está sendo feita junto com os mergulhadores.

“Como nós não logramos êxito nesses dias todos, nós suspendemos as buscas. Mas, ficou para ser feita uma avaliação em relação às buscas que foram feitas com todos o mergulhadores que fizeram para ver a possibilidade de voltar”, disse o major.

Falcão disse ainda que foi cumprido o protocolo que segue um padrão de cinco dias.

“A gente fez de tudo que podia fazer para encontrar. Mas, é tudo dentro desse protocolo dos cinco dias. Nós fazemos 72 horas de buscas no fundo e mais 48 horas de buscas superficiais. Além da pesquisa que a gente faz com todas as pessoas que a gente encontra no rio, buscando informações”, explica.

Além disso, o major disse que encontrar o corpo nesta época é complicado devido ao nível do rio, entre outros fatores.

“Achar o corpo é uma questão remota por conta de todas as intempéries que nós sofremos. É uma criança de 6 anos, um corpo com massa de volume bem menor que de um adulto. Nós temos a possibilidade de devoramento por animais no rio, tem a possibilidade de ter sido aterrado no fundo do rio devido a movimentação, ele pode ter ficado enganchado em algum galho, a distância do local onde ele se afogou. Então, temos uma série de probabilidades que estamos fazendo uma avaliação minuciosa para ver se voltamos com o retorno das buscas”, informa.

O major disse que os bombeiros têm de 93% a 95% de êxito em todas as buscas que fazem. Mas, essa é uma situação complicada, assim como aconteceu com o professor Gleisson Oliveira, de 33 anos, que sumiu no Rio Juruá no dia 9 de dezembro, quando tomava banho com duas meninas, o que gera uma taxa de 5% aproximadamente de insucesso.

“E nesta época do ano, que o rio está bem elevado com muita correnteza, nós temos mais de 10 metros de profundidade e não temos visibilidade, então, enfrentamos uma séria dificuldade em encontrar corpos”, conclui.

G1 – AC

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