Parada do Orgulho LGBTI reúne multidão no Centro de Rio Branco

RN7

Mesmo com um atraso de mais de uma hora, a Parada do Orgulho LGBTI coloriu o Centro de Rio Branco, neste domingo (15), e reuniu uma multidão animada. A 14ª edição do evento fechou a Semana da Diversidade e teve como tema “Direitos Humanos Para Todas as Pessoas”.

A organização chegou a anunciar que o desfile iniciaria às 15h Mas, a abertura foi mudada para às 17h. Um problema com o trio elétrico atrasou o desfile deste domingo.

Ao longo da semana, uma série de atividades culturais, rodas de conversas e workshop ocorreram em Rio Branco.

Vitória Borges, de 18 anos, marcou presença no desfile pela primeira vez. Ela disse que luta pelo direito de poder participar de um desfile de beleza voltado para o público transgênero. Ela relembrou que o Acre é um dos poucos estados do Brasil que ainda não tem concurso voltado para o público.

“Acho muito importante porque a nossa voz precisa ser ouvida. Então, estamos aqui para lutar por isso, pela igualdade perante a sociedade. Sou uma menina transgênero e, querendo ou não, os concursos de beleza do Acre não têm menina transgênero. Estou aqui para lutar por isso, tenho um sonho e sou um ser humano”, criticou.

Com uma produção colorida da cabeça aos pés, o cabeleireiro Adelino do Nascimento Freitas pediu que em 2020 as pessoas abram mais a mente e respeitem mais o público LGBTI.

“É importante esse tipo de evento em nosso estado para as pessoas veem que também somos seres humanos e, então, temos direitos como todos têm. Negros, brancos, homens e mulheres. Nós também temos direitos e temos que respeitar”, frisou.

DJ do Rio de Janeiro, Nanda Machado foi convidada para animar mais ainda a festa neste domingo. Ela explicou que essa é a última parada que ela toca no ano.

“Sou mulher, sou negra, lésbica, da favela e do axé. Abro todo ano o círculo da parada que começa em São Paulo e tinha muita vontade de fechar meu círculo. Toquei em 72 paradas e a última está sendo essa de Rio Branco. Para mim, está sendo maravilhoso, fui super bem recebida”, contou.

Diversidade e arrecadação

O presidente do Fórum Estadual de ONGs LGBTs, Germano Marino, revelou que parte do evento foi realizado com doações do público LGBTI. Segundo ele, foi pedido R$ 1 de cada participante durante uma campanha e ainda um quilo de alimento não-perecível.

“Fizemos uma campanha linda que as pessoas responderam ao chamado e pedimos R$ 1 de contribuição para as pessoas, principalmente para nossa comunidade LGBT, para pagar os custos da parada e um quilo de alimento não perecível, que vai ser deixado no Ministério Público no Centro de Atendimento a Vítimas de Violência para, após a Semana da Diversidade, a gente doar para as família carentes”, destacou.

A coordenadora administrativa do Centro de Atendimento à Vítima do Ministério Público do Acre (MP-AC), Luciana de Carvalho, falou que são atendidas, diariamente, vítimas de algum tipo de descriminalização no centro.

“Temos uma lei estadual hoje que garante às pessoas LGBT que sejam atendidas em qualquer órgão público pelo seu nome social. Isso ainda não acontece em algumas instituições do estado, e temos recebido essas pessoas para orientar, estar junto. O Ministério Público é uma instituição que apoia e trabalha pelos direitos para todas as pessoas”, finalizou.

Colaborou Tálita Sabrina, da Rede Amazônica Acre.

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