Promoção de carne a R$ 5 o quilo leva centenas de pessoas à porta de comércio no interior do AC

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Moradores de Porto Walter enfrentaram uma longa fila para aproveitar uma promoção inusitada: R$ 5 o quilo da carne. A oferta só era válida para beneficiários do Bolsa Família e atraiu pelo menos 500 pessoas nesta sexta-feira (6).

O idealizador da promoção, o comerciante Cleber Pedrosa, 53 anos, conta que matou pelo menos 20 bois de sua própria criação para vender aos moradores.

“Isso é uma forma de a gente, pelo menos, tentar fazer alguma coisa, para melhorar a nossa comunidade. Que as pessoas tenham pelo menos um dia que elas possam colocar a carne na sua panela. Nossos bois são muito bem escolhidos, matamos o melhor que tem”, diz Pedrosa.

Mais de 4 mil quilos de carne vendidos

Com o aumento no preço da carne, registrado em todo país, os moradores começaram a chegar no comércio de Pedrosa ainda na madrugada. Foram vendidos pelo menos 4,5 mil quilos.

A dona de casa Márcia da Silva, 40 anos, foi uma delas. Desempregada, ela recebe R$ 300 de Bolsa Família e apenas o marido trabalha para sustentar a família de seis pessoas. Para garantir os 5 quilos de carne que comprou, ela chegou ao local por volta das 4 horas, e só saiu depois de fazer a compra.

“Volto para casa feliz porque é difícil a gente ter dinheiro para comprar 5 quilos de carne de uma vez só”, conta.

Márcia diz que em muitos dias ocorre de não terem dinheiro para comprar carne, por isso, o momento é de muita alegria. “A gente só tem a agradecer ao Cleber por ter feito isso pela gente”, comemorou.

Para comprar a carne com o desconto, bastava apresentar o cartão do Bolsa Família. Além disso, o comerciante disse ao G1 que todos na pequena cidade são conhecidos, então, era fácil identificar quem se enquadrava no perfil.

Mais de 4 toneladas de carne foram vendidas nesta sexta-feira (6) — Foto: Donicélio Nunes/Arquivo pessoal
Mais de 4 toneladas de carne foram vendidas nesta sexta-feira (6) — Foto: Donicélio Nunes/Arquivo pessoal

“É uma atitude que a gente faz sempre no final de ano para ajudar a comunidade que mora aqui”, conta o comerciante que faz o ato há três anos.

O comerciante reforça que a carne vendida não tem distinção. “Não é de segunda nem de primeira, é cortado o boi inteiro. Vai o filé e vai o osso cortado tudo junto. O fiche como chamamos porque não é uma carne especificada”, explica.

G1 – AC

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