Dois hospitais de MS realizarão diagnóstico gratuito de câncer de pele

RN7

Dois hospitais de Mato Grosso do Sul realizarão atendimento gratuito à população para diagnóstico precoce do câncer de pele, neste sábado (7), data em que é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da doença. Mutirão, que será realizado em todo o Brasil, marca o início da campanha Dezembro Laranja, promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O atendimento será realizado de 9h às 15h, no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, na área de Serviço de Dermatologia Dr. Gunter Hans, localizado na Avenida Senador Filinto Muller, 355, Vila Ipiranga, em Campo Grande, e no Centro de Especialidades Médicas, em Três Lagoas.

Mutirão é realizado nacionalmente desde 1999 e  já beneficiou mais de 600 mil pessoas. Neste ano, a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele deve atender 30 mil pessoas em todo o País.

Há cerca de cinco anos, o mutirão entrou para o livro de recordes Guiness como a maior campanha de uma especialidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há cerca de 180 mil novos da doença por ano. Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento.

Conforme o coordenador do Departamento de Cirurgia Micrográfica de Pele da SBD, Luiz Fernando Fleury, este tipo de câncer é o mais frequente no ser humano, porque ocorre no maior órgão do corpo, que é a pele, onde há também a maior incidência. “Felizmente, a maioria não mata, mas isso não significa que não cause problemas, pois pode se infiltrar nos órgãos e levar à morte”.

CÂNCER DE PELE

Há dois tipos de câncer de pele. O mais grave é o câncer de pele melanoma, que tem mais risco de provocar metástase. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer “é mais frequente em adultos brancos” e pode aparecer em qualquer parte do corpo (pele ou mucosas), na forma de manchas, pintas ou sinais. Nas pessoas de pele negra, “pode ocorrer nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés”.

O segundo tipo de câncer de pele mais comum é o carcinoma espinocelular (15% dos casos de pele).

Luiz Fernando Fleury recomendou que a população reforce a atenção com a pele. “Ao observar sinais que não cicatrizam, lesões que aparecem de repente, pintas que mudam de cor, de formato ou de tamanho, as pessoas devem procurar um dermatologista sem demora para fazer o possível diagnóstico. Porque o câncer de pele tem tratamento, principalmente se diagnosticado mais cedo”.

O médico alertou que, quando o diagnóstico é feito mais tarde, a evolução da doença é ruim. “É um câncer grave que pode evoluir para metástese em pulmão, gânglios linfáticos, cérebro. É bem grave”, concluiu.

 

C.E

0 0
Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Deixe uma resposta

Next Post

Gladson diz que PL do Instituto de Saúde visa ‘salvar’ os servidores do Pró-Saúde

O governador Gladson Cameli […]