Cidade do interior do Acre teve 17 mortes violentas em 11 meses; casos são ligados à briga de facções, diz polícia

A principal causa do alto índice é a guerra entre facções, responsável por 14 dos 17 assassinatos, segundo a polícia. Desse total, duas mortes foram causadas por latrocínio, roubo seguido de morte, e uma pela Polícia Militar do Acre (PM-AC). Os crimes resultaram em 46 prisões e apreensões na cidade.

Segundo Marcos Frank Costa, coordenador da regional do Purus, a maioria das vítimas foram homens, 16 no total, entre 15 e 22 anos. O levantamento aponta ainda que a maioria dos crimes teve dois ou mais autores, alguns chegaram ter até cinco envolvidos.

“Dessas 17 mortes, tivemos 46 pessoas presas ou apreendidas entre autores e suspeitos. Faltam somente quatro suspeitos serem presos, mas estamos em diligências. Podemos dizer que todos os homicídios violentos em Sena Madureira foram elucidados”, garante o delegado.

Segundo a Promotoria de Justiça Cível do Ministério Público do Acre (MP-AC), na cidade, 165 armas de fogo ilegais foram apreendidas no município até esta terça, o número supera os alcançados em 2015 e 2016 juntos. Além disso, o órgão aponta que foram 80 tentativas de homicídio.

Devido à situação, representantes do MP-AC e da Segurança Pública se reuniram no último fim de semana para encontrar medidas que diminuam a violência em Sena Madureira. Monitoramento do Presídio Evaristo de Moraes e instalação de câmeras na cidade foram algumas das soluções apresentadas.

“Ficou acertado um planejamento para concurso público para encaminhar mais efetivo para as polícias Civil e Militar para a cidade. Também estamos aguardando a nomeação de alguns peritos criminais. Também ficou acertado que seriam investidos mais equipamentos tecnológicos para o presídio [bloqueador de celular] e polícia [comunicação via rádio]”, acrescenta Costa.

G1 entrou em contato com Júlio César de Medeiros, da Promotoria de Justiça Cível do MP-AC e idealizador da reunião entre o órgão e a Segurança Pública, mas não obteve retorno até esta publicação.

Fonte: G1-AC

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