Fartura faz preço do pescado cair em quase 50% e ponto de venda alternativo é montado no AC

A vazante do Rio Juruá faz com que aumente o número de peixes em Cruzeiro do Sul e também nas outras cidades banhadas pelo manancial. Isso acaba aumentando a oferta de pescado e também reduzindo o preço. No porto de Cruzeiro do Sul, a movimentação é intensa desde segunda-feira (13).

Na segunda maior cidade do Acre, o mercado está com o estoque de peixe lotado e a alta oferta de espécies como jundiá, surubim, caparari e mandim levou os pescadores a montar um ponto de venda alternativo no porto para comercializar diretamente ao consumidor.

Os cardumes atraem tanto pescadores profissionais quanto amadores que aproveitam o momento para capturar a maior quantidade possível. Com isso, o preço do pescado teve uma redução de quase 50% durante esta semana. O mandim, que chega a ser comercializado no momento de escassez por até R$ 15 o quilo, hoje é vendido por até R$ 8.

O aumento da oferta de pescado em Cruzeiro do Sul e mais cinco cidades do interior do Acre, e outras do Amazonas, que são banhadas pelo rio Juruá, se deve à vazante no manancial depois de uma grande enchente que chegou 13,85metros.

Segundo os pescadores, no momento que transbordou, os cardumes deixaram os lagos e igapós e passaram a circular pelo leito do rio.

“A alagação que foi muito grande e atingiu os lagos no meio das matas que ninguém vai nem lá e o peixe vem para o rio. Quando vaza ele não tem mais como voltar para os lagos e vem subindo pelo rio. Por isso temos essa fartura grande esse ano”, explica Antônio da Rocha, de 60 anos, que há 32 anos é pescador profissional.

Ele explica ainda que este fator acaba interferindo no preço do peixe, porque acaba economizando no transporte para pescar.

“Para nós fica melhor porque, quando não tem cardumes assim perto, a gente tem muita despesa para pescar longe. E agora, mesmo vendendo mais barato. A despesa não é grande porque é só pegar aqui perto mesmo e trazer para o mercado”, diz Rocha.

Os consumidores aproveitam o período de muita oferta e preço mais baixo para acumular um estoque e se alimentar por um longo período e evitar comprar quando o produto voltar a ficar mais caro.

“Vou comprar para ter no freezer pelo menos por dois meses, já que com o preço do jeito que está dá para a gente fazer isso. Além de um preço baixo, hoje temos um peixe de boa qualidade”, afirmou o mototaxista Xavier Oliveira.

G1-AC

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