Pai de adolescente morta há 1 semana por namorado que ficou 2 dias com corpo espera liberação para sepultá-la

O corpo da adolescente Jheniffer Cáceres de Oliveira de 17 anos, morta há uma semana pelo namorado, Paulo Eduardo dos Santos, de 18, após ser esganada e asfixiada com uma coleira de cachorro, ainda não foi liberado do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

O crime aconteceu no último sábado (30), em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, mas o corpo só foi encontrado dois dias depois quando vizinhos sentiram mau cheiro e acionaram a polícia. O suspeito disse agiu que em “legítima defesa”, porque a namorada o teria agredido com um cabo de vassoura.

Corpo da jovem ainda está no Imol após uma semana de ser morta pelo namorado, em Sidrolândia (MS). — Foto: Facebook/Reprodução

Corpo da jovem ainda está no Imol após uma semana de ser morta pelo namorado, em Sidrolândia (MS). — Foto: Facebook/Reprodução

Segundo o pai de Jheniffer, Rosalino de Oliveira Ramos, 39 anos, a demora em liberar o corpo da filha tem tornado esse período ainda mais difícil. Ele chegou a ir duas vezes ao Imol, mas alguns exames precisavam ser feitos para a liberação.

“É uma angústia a cada dia que passa. Já faz uma semana que a espero para fazer o velório sepultá-la”, explica ao G1.

Rosalino conta que trabalha em uma fazenda na cidade de Dois Irmãos do Buriti e que, após ficar três meses sem contato com a filha, se preparava para encontrá-la:

“Depois de conseguir contato com ela eu iria fazer nessa quinta-feira (4) uma surpresa lá na casa dela, mas, não deu tempo”, lamenta.

O pai da vítima ainda informou que na última vez que foi ao Imol, recebeu a informação que o corpo da filha não seria liberado enquanto todos os exames solicitados pela Justiça não fossem realizados: “O jeito é esperar, porque se os papéis chegarem na mão do juiz e faltar algum outro exame, e minha filha já estiver enterrada, aí o transtorno e o constrangimento serão ainda maiores porque há risco de ter que fazer exumação para fazer e que deveria ser feito”, finaliza.

De acordo com o diretor do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) Adalber Arão, o corpo da jovem ainda não foi liberado porque chegou ao Instituto em estado de decomposição e precisou ficar em uma câmara fria onde passou por um processo de congelamento para ser manipulado.

Segundo Arão, ainda não há previsão de liberação do corpo, que ainda está na fase final do exame necroscópico: “O corpo da Jheniffer já passou pelo processo de resfriamento e também por um raio-x. Caso tenha algum ‘achado’, será necessário fazer alguns exames complementares, mas acredito que logo será liberado”, explica ao G1.

O crime

O corpo de Jheniffer Cáceres de Oliveira foi encontrado na manhã dessa segunda (1º), após vizinhos sentirem mau cheiro vindo da residência do casal. Ela foi encontrada dentro do quarto da casa.

Jovem usa fio de celular e coleira de cachorro para matar namorada adolescente, em Sidrolândia (MS). — Foto: Facebook/Reprodução

Jovem usa fio de celular e coleira de cachorro para matar namorada adolescente, em Sidrolândia (MS). — Foto: Facebook/Reprodução

Segundo o delegado Diego Dantas, o suspeito dormiu ao lado do corpo desde a madrugada do último sábado (30). Ele foi localizado e preso próximo a residência de onde aconteceu o crime. Um dia após, móveis da residência onde o casal morava, foram retirados do imóvel e queimados.

G1 – MS

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