Servidores da Saúde deflagram greve no AC contra privatização dos serviços e por regularização do PCCR

Em greve, servidores da saúde se reúnem em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta terça-feira (2). Eles paralisaram as atividades contra a terceirização, garantia de que servidores do Pró-Saúde não sejam demitidos, PCCR da categoria, regularização dos inativos e realização de concurso público.

“Esses são os pontos básicos da reivindicação. Temos um deficit de 5 mil trabalhadores e precisamos repor isso imediatamente, porque os trabalhadores estão sendo explorados, cansados e sem condições de trabalho”, disse o presidente do Sindicato do Servidores em Saúde do Acre (Sintesac), Adailton Cruz.

Ao G1, a assessoria de comunicação do governo disse que o secretário de saúde estava em reunião, mas que vai se posicionar sobre o assunto. Em nota técnica entregue à categoria nesta segunda-feira (1º), o governo se prontificou a atender algumas reivindicações.

A proposta, de acordo com Cruz, avançou em alguns pontos, já em outros não, por isso mantiveram a greve deliberada desde o dia 15 de março, mas que a categoria vai discutir os pontos e decidir se mantém a paralisação por tempo indeterminado ou se encerram ainda nesta terça.

“Em relação ao décimo primeiro plantão, foi extinto, em relação ao PCCR já tem uma agenda para os servidores regulares e irregulares e será tratada a alimentação, o retorno dos direitos dos que estavam irregulares, assim como a reestruturação de carreira e o realização de concurso público”, disse o sindicalista sobre a nota que receberam do governo.

Além disso, a nota garante que os servidores do Pró-Saúde não serão demitidos e que há uma composição de grupo de trabalho para conduzir estudo sobre a viabilidade legal de uma lei que viabilize a manutenção dos servidores.

Promessas

Servidor do Pró-Saúde, o condutor de ambulância Denislcey dos Santos diz que a situação vivida pelos trabalhadores é um erro que a categoria não tem culpa e espera que o atual governo consiga legalizar a situação.

“O governo não cumpriu com o prometido que iria regularizar nossa situação. Esse é um erro de gestões anteriores, então a pressão é basicamente essa porque estamos na iminência de sermos demitidos por um simples erro que nós não cometemos”, disse.

Para a técnica de enfermagem, Sebastiana Ferreira, os servidores só querem condições para prestarem bons serviços à população que necessita dos serviços públicos de saúde.

“Nós só queremos dar um bom atendimento à população. E, do jeito que está, não está bom porque o passado já deixou ruim e esse recebeu assim e não está bom. Está péssima a saúde então contamos com pessoas que administrem bem a saúde”, disse.

G1 – AC

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