MDB continua firme com o projeto da candidatura de André a governador

A não concessão da medida liminar pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), do pedido de habeas corpus do pré-candidato a governador pelo MDB André Puccinelli, transfere para o STF (Supremo Tribunal Federal) a decisão final a respeito, informa nota divulgada pelo diretório regional do partido.

De acordo com a publicação, os advogados do pré-candidato iniciam imediatamente a preparação de um novo recurso que poderá ser protocolado neste sábado (28) na Suprema Corte.

“O partido continua firme com o projeto da candidatura de André a governador. O MDB tem sua convenção prevista para o dia 4 (sábado) de agosto quando devem ser lançadas as candidaturas e confirmadas as alianças”, diz a nota.

Sobre os novos recursos jurídicos, os advogados do partido preferiram não adiantar detalhes, mas asseguraram que são medidas cujos resultados podem ser anunciados já nos próximos dias.

Apesar da prisão, André planeja enfrentar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) nas eleições deste ano.

Entre os mais entusiasmados com a candidatura estão o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi, e o senador Waldemir Moka, que comandaram entrevista coletiva, na semana passada, para assegurar a participação do nome de André na disputa.

PRISÃO

O ex-governador, o filho dele, o advogado André Puccinelli Júnior, e o também advogado João Paulo Calves voltaram a ser presos pela Polícia Federal na manhã de sexta-feira (20), em Campo Grande.

Os três são réus por lavagem e desvio de dinheiro e já tinham sido presos pela PF em 2017 na Operação Lama Asfáltica.

Os mandados foram deferidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande a pedido do Ministério Público Federal, com base em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2018, que determinou a prisão de outros oito réus do mesmo caso.

De acordo com a PF, entre as novas provas contra os réus estão repasses da JBS à Ícone. Segundo delator, a JBS pagou R$ 1,2 milhão à empresa de Puccinelli Júnior. A polícia também juntou ao processo análises de materiais apreendidos no Instituto Ícone.

Os três presos e mais outras pessoas são investigadas pela PF por suposta relação com esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em abril, o juiz Marcel Henry Batista de Arruda, da 1ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, aceitou a denúncia de improbidade administrativa contra o ex-governador e outros quatro, todos investigados na Operação Lama Asfáltica.

Em janeiro deste ano, a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande aceitou denúncia contra o ex-governador e outros 12 acusados de cometerem crimes de estelionato e contra o patrimônio público. Os mesmos citados já tinham sido denunciados pela acusação de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

André Puccinelli e o filho tinham sido presos poucos meses antes da denúncia, em novembro de 2017, durante a 5ª fase da operação Lama Asfáltica, chamada de Papiros de Lama, que apura corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de cursos jurídicos do advogado Puccinelli Júnior. Eles foram soltos por determinação judicial.

Em janeiro de 2018, a PF indiciou 25 pessoas por lavagem de dinheiro, entre as quais o ex-governador André Puccinelli, o filho dele e a ex-secretária de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa. O indiciamento foi relacionado às investigações da Papiros de Lama.

Na época que a Papiros de Lama foi desencadeada, o ex-governador foi apontado como chefe de um esquema de propina existente há mais de 10 anos em Mato Grosso do Sul.

O montante de desvio comprovado, até aquele momento pelas investigações era de R$ 235 milhões, conforme divulgou na época o delegado da Polícia Federal,

Cléo Mazzotti. Com G1.

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