Campo Grande tem mais uma igreja no Centro invadida por bandidos

E pelo segundo dia seguido uma igreja católica de Campo Grande foi alvo de ladrões. Na madrugada desta quarta-feira (18), o alvo foi a Igreja Nossa Senhora da Saúde, na Vila Ipiranga, região central da Capital. Mas desta vez a história ao menos teve um desfecho mais positivo: depois da invasão e a bagunça feita, os autores fugiram sem levar nada.

A paróquia fica a apenas quatro quilômetros de distância da Igreja de Santo Antônio, também na região central, templo invadido na madrugada de terça-feira (17). Na ocasião, instrumentos musicais foram levados, em meio ao vandalismo e profanação de locais considerados sagrados para os católicos, como o sacrário, onde são guardadas as hóstias.

“Eu queria entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que faz uma coisa desse tipo, ainda mais sem levar (furtar) nada”, resumiu Nádia Maria Menezes Candim, 29 anos, a tesoureira da Igreja Nossa Senhora da Saúde.

Em seu relato, é possível entender que o possível bando responsável pela invasão sabia o que estava fazendo. Após arrebentarem o cadeado do portão principal, correram de forma certeira ao alarme, que disparou apenas uma vez antes de teros fios cortados. De maneira exata.O objetivo, acredita Nádia, era encontrar dinheiro. Mas isso e objetos de valor não são deixados na área interna. “Apenas toalhas e coisas do tipo”, disse.

Segundo ela, a ação, por volta das 6h30 foi muito rápida. “Os vizinhos escutaram o alarme, mas acharam que era alguém da igreja entrando. A empresa de segurança foi avisada pelo alarme, mas já tinham ido embora quando alguém chegou”, disse.

Há cerca de 15 anos frequentadora da paróquia, Nádia lamenta uma volta ao passado. Segundo ela, invasões eram frequente há anos atrás, até que se decidou pela instalação dos artefatos de segurança, como a cerca elétrica, em 2012.

Enquanto o futuro é uma incógnita, sobre pedir ou não reforço na segurança pública, até mesmo porque a privada será, por conta própria, as igrejas da região começam mobilização por conta própria e já ligaram o sinal de alerta para prováveis casos futuros de invasões.

“Para mim é coisa de moleque mesmo, com outras intenções e não só de roubar. Coisa de moleque”, completou Nádia. Missas serão realizadas normalmente no local.

Na última terça-feira, ainda, o tenente Marcela Coca, da Polícia Militar, disse que será planejado a intensificação do policiamento na região, que costuma ter muitos moradores de rua e usuários de droga nos arredores. O 1º DP (Centro) investigará também esse caso.

C.E

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