Jorge Viana não aceita provocações de adversários e faz pré-campanha

Enquanto, na semana passada, era agredido pelos mais diversos adversários, com alguns, inclusive, desafiando-o para debates com o único objetivo de obter alguns minutos de fama a partir de seu prestígio, o senador Jorge Viana (PT), candidato à reeleição, fez o que sempre fez em todas as suas campanhas: botou uma mochila nas costas e o pé na estrada e foi, como um peregrino, conversar com as pessoas, de casa em casa, em vários municípios do interior.

Em alguns momentos, esta pré-campanha de 2018 lembrou aquela de 1998, quando Jorge Viana disputou o governo do Acre pela segunda vez (a primeira foi em 1990, quando ficou em 2º lugar, perdendo para Edmundo Pinto). Enquanto ele desaparecia nas matas de Marechal Taumaturgo, Jordão e Santa Rosa, então os municípios mais isolados do mundo, seus adversários e opositores, ao se reunirem nas mesas fartas da Capital, faziam gozações dizendo que “o candidato do PT havia sido comido pelas onças”.

Quando emergiu da mata, depois de quase um mês de peregrinação por onde jamais um candidato a governador havia passado, quando chegou a perder as unhas dos pés de tanto andar e de atravessar lagos, igapós, rios e igarapés, quem foi “comido” foram os adversários de Viana, que ganhou a eleição no primeiro turno e iniciou ali, naquele mandato, uma carreira política das mais vitoriosas e mais longevas da história do Acre. Coincidência ou não, os adversários que gostariam que ele tivesse virado dieta de onça e de outras feras da floresta são os mesmos dos dias atuais, os mesmos que só vêm ao Acre em período de eleição e continuam a viver nababescamente em volta de suas mesas fartas e de muitos comensais que vivem de lhes fazer rapapé.

Ainda em Feijó, o ex-prefeito Francimar Fernandes, Marcus Alexandre e Jorge Viana

A diferença é que o Jorge Viana de hoje já não é mais o mesmo ao qual, quando seus adversários a ele se referiam tentando desqualificá-lo, chamavam-no de “menino do PT”. O “menino do PT” envelheceu, dizem seus cabelos brancos, mas o tempo, como bom professor, o ensinou a olhar o passado e se certificar de que é preciso dessas lembranças para viver o presente e para chegar ao futuro. Se envelheceu, o “ex-menino do PT” está muito mais experiente. Se lá atrás, quando ainda parecia de fato um menino, ele bateu essas “raposas” e os que se apresentam como “velhos lobos” da política local, imagine agora, quando o tempo parece tê-lo bafejado com a experiência… De igual, só a disposição, a mesma pequena mochila de poucos pertences e muita esperança no olhar.

De igual também, só o estilo dos velhos adversários: enquanto eles se reúnem nas mesas de uísque adquirido em Cobija e fartas de muitas iguarias, inclusive de carneiros assados oriundos de uma fazenda de origem duvidosa de um de seus comensais, Jorge Viana é figura repetida nos álbuns de memória do povo do interior do Acre, presente em todos os municípios acreanos. Uma prática que o acompanha desde os tempos em que foi governador do Acre por dois mandatos e, posteriormente, agora como senador, sempre dialogando com moradores, prefeitos, vereadores e, quase sempre, levando recursos oriundos de emendas de sua autoria para atender a população mais necessitada.

Jorge Viana em uma de suas conversas com pessoas do interior do Acre

Marcus Alexandre, o parceiro de caminhadas

E agora, em suas andanças pelo interior, JV as faz em companhia do pré-candidato ao Governo, Marcus Alexandre (PT). Ambos andam no mesmo ritmo e disposição para conversar e estar perto das pessoas. Ambos se tornaram autênticos andarilhos e nos últimos dias estiveram em Tarauacá e Feijó apresentando a suas pré-candidaturas. “Como senador sempre ouvi as pessoas mais simples e me reuni inúmeras vezes com as organizações da sociedade para encontrar as melhores ideias; para vencermos os maiores desafios que se apresentam. Agora, tenho apresentado a minha pré-candidatura ao Senado às comunidades dos municípios que visito. Sempre levando a minha mensagem de que a boa política é o melhor remédio para curar a intolerância que se instalou no Brasil e no Acre. Tudo que eu quero é continuar ajudando para que a gente possa viver num mundo melhor sem tanto ódio e sofrimento,” afirma o senador, num desses encontros.

Nas visitas a Tarauacá e Feijó, além de Marcus Alexandre, se fez acompanhar, dentre outros, dos deputados estaduais Jenilson Leite (PC do B), Manoel Moraes (PSB) e da ex-deputada federal Perpétua Almeida (PC do B). Em todos os encontros, o senador pregou o diálogo como um importante instrumento de valorização da política. “Consegui fazer muitas boas coisas no Acre no passado através da política. Sempre fui um andarilho, um dos políticos que mais andou por aldeias, rios, cidades e bairros do nosso Estado. Agora, encontrei um parceiro de jornada que também gosta de andar, o Marcus Alexandre. A gente tem feito muitas caminhadas conversando com as pessoas. Falamos com taxistas, comerciantes nos mercados, feirantes, empresários, índios, lideranças religiosas e as autoridades dos municípios. Ouvindo os anseios das pessoas que querem um Acre e um Brasil melhores,” ressaltou Viana.

Pé no chão e humildade para servir

O senador acredita que é preciso humildade para poder servir. “Fizemos uma extraordinária reunião em Tarauacá com os movimentos sindicais e comunitários. Sempre acompanhados dos nossos vereadores da FPA. Existem políticos que querem enganar a população, só aparecem quando têm eleições e tentam agredir os outros através de mentiras. Nós estamos em contato direto com as pessoas e sendo bem recebidos. É uma pré-campanha honesta e ética, para que a gente possa difundir fé e esperança, ouvindo as sugestões das pessoas para resolver os problemas, enquanto nós também debatemos as alternativas,” salientou.

Considerado pelo DIAP, organismo formado por jornalistas que cobrem as atividades do Congresso Nacional, durante os últimos sete anos, o único político do Acre na lista dos mais influentes na política nacional, Jorge Viana acredita que esses encontros pré-eleitorais da FPA serão fundamentais para se elaborar um Plano de Gestão a ser apresentado à sociedade com base na realidade atual. “Nosso propósito é construir propostas para retomar o brilho nos olhos das pessoas. Sempre ouvindo as suas principais necessidades e observando as demandas sociais. Por isso, não nos importa enfrentar as baixarias e agressões de políticos fakes, interessados em trazer de volta tudo que tem de atraso na política acreana e brasileira,” concluiu.

Fonte: Tião Maia

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