MP-AC deflagra operação para apurar preços abusivos em postos de combustíveis após protesto de caminhoneiros

Devido ao protesto de caminhoneiros, que segue para o terceiro dia em Rio Branco, o Ministério Público do Acre (MP-AC) deflagrou uma operação para fiscalizar o aumento abusivo nos preços dos combustíveis. A operação começou na quinta-feira (24) e segue em andamento nesta sexta (25).

Ao G1, o MP-AC disse que não informaria os locais e horários de fiscalização para que a ação não fosse prejudicada. As Polícias Civil e Militar e o Órgão de Defesa do Consumidor (Procon-AC) foram chamados para dar apoio na vistoria.

A promotora de Justiça Alessandra Marques, que determinou a fiscalização, afirmou que o órgão deve tomar providências para que não haja “aumentos injustificados”. Segundo ela, a crise, por si só, não é motivo para aumentos exorbitantes e destacou que o reajuste de valores devido à greve é um abuso.

Protesto

No Acre, o protesto de caminhoneiros segue para o terceiro dia. Além da BR-364 e BR-317, o Sindicato dos Caminhoneiros e Máquinas Pesadas do Acre informou que a entrada da Estrada Transacreana também foi bloqueada.

Os caminhoneiros fazem manifestações nos 26 estados e no Distrito Federal. A mobilização é contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

Em pronunciamento, o presidente Michel Temer disse que o governo acionou forças federais para desbloquear as estradas. Na noite de quinta-feira (24), o governo federal e representantes de caminhoneiros anunciaram proposta para suspender a greve por 15 dias. Ainda assim, a paralisação continuou nesta sexta.

Caminhoneiros fecharam BR-364 e 317 no Acre (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Caminhoneiros fecharam BR-364 e 317 no Acre (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Segurança, saúde, postos, transporte

A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp-AC) informou que todos os procedimentos da área policial estão sendo realizados normalmente e que, por enquanto, a greve dos caminhoneiros não impediu nenhum procedimento.

Ao G1, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Ifraero) informou que no Acre, nos dois aeroportos (Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco e Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, no interior), os voos estão operando normalmente.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que os atendimentos nos hospitais seguem normais e que não há falta de medicamentos e nem insumos.

O Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac) informou que em, pelo menos, oito postos da capital acreana está faltando gasolina e ao menos 4 desses informaram que estão sem etanol. O sindicato, não soube informar se há algum sem diesel.

A Ceasa informou que o abastecimento foi feito normalmente nesta sexta (25). O centro destacou que os caminhões estão indo buscar os produtos para as 44 feirinhas em bairros. Porém, disse que os caminhões dependem da situação de abastecimento e acredita que o governo tem um plano de contingência para evitar desabastecimento total.

Por prevenção, as empresas de transporte público de Rio Branco decidiram buscar medidas para reforçar os estoques de combustíveis. A informação foi confirmada novamente nesta sexta (25) pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans).

O órgão informou que a frota de ônibus segue com 100% de funcionamento e que o serviço está normalizado. Porém, trabalham com medidas preventivas.

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) disse que defende a paralisação dos caminhoneiros mesmo entendendo os prejuízos à economia. No Acre, a federação afirma que já se nota efeitos negativos no comércio e a probabilidade de escassez e falta nos estabelecimentos comerciais.

Praticamente todos os insumos consumidos no Acre chegam por transporte terrestre. Supermercados de grande rede possuem estoques de produtos secos variando entre 15 e 20 dias. Itens de hortifrutigranjeiros devem atender a população entre dois e sete dias.

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