Supermercado em Manaus restringe compra de produtos para prevenir desabastecimento

Uma rede de supermercados orienta consumidores a comprar cinco unidades de cada produto para evitar desabastecimento em Manaus. Cartazes com o comunicado alertam sobre a medida, que ocorre em razão dos impactos da greve de cominhoneiros realizada em diversos pontos do país. Na capital, são três pontos de protesto.

A rede Carrefour informa, por meio da assessoria, que está acompanhando os movimentos dos caminhoneiros e a negociação com o Governo e “que busca alternativas para atender o maior número de clientes e segue em contato com fornecedores locais para suprir as eventuais rupturas”, diz outro recho do comunicado”.

O comunicado diz ainda que o volume de seus estoques contribui para o abastecimento de suas lojas, porém, caso a greve persista, o setor de hortifrúti pode ser impactado.

Nos supermercados, os consumidores se apresssaram. “Eu já ia comprar algumas coisas e vi o anúncio, e aproveitei pra comprar bastante coisa”, disse a administradora Renata Gomes, 38. “Já tinha ouvido falar pelas redes sociais, mas não sabia. Eu acho necessário porque nada vem daqui tudo vem de fora principalmente o hortifruti”, concordou a advogada Manuele Vieira, 32.

O mesmo ocorreu com a vendedora Lorena Fernandes, de 29 anos. Ela garantiu produtos básicos. “Eu vi pela internet e achei que se fosse igual a situação da gasolina era melhor eu garantir algumas coisas, mas comprei só o básico da alimentação. Alguns produtos não há como comprar bastante porque vai vencer e ninguém vai consumir, mas eu comprei o que pude só por precaução”, disse.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:

Combustível

Com medo do desabastecimento, motoristas chegaram a fazer filas em postos para garantir o combustível desde a noite de quinta-feira. Nesta manhã, vários postos já registram filas de veículos. Alguns já estão sem combustíveis.

Alimentos

Ainda não há desabastecimento por conta greve, mas o Sindicato dos Feirantes do Amazonas, há estoque para mais mais cerca de três dias nas feiras da capital. Ainda segundo o sindicato, 80% dos alimentos chegam a Manaus de outros estados.

Transporte público

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que as empresas operam com 60% da frota nesta sexta-feira (25), e não terão como operar a partir de sábado (26), por conta da falta de combustível para abastecer os ônibus. Atualmente o transporte coletivo opera em 229 linhas, com 1.258 veículos.

Aeroportos

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, tem autonomia para funcionar por quatro dias, em razão da falta de combustível. Os dados são do relatório da Infraero divulgado às 11h desta quinta-feira (24).

O alerta foi dado pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago), no “relatório de monitoramento da mobilização dos caminhoneiros”. A estatal disse estar monitorando o abastecimento nos aeroportos.

Educação

As aulas foram suspensas em quase 500 escolas da rede municipal de ensino de Manaus, nesta sexta-feira.

Serviço público

A Prefeitura de Manaus decretou ponto facultativo para os servidores, nesta sexta-feira, por conta da greve de caminhoneiros. Os órgãos do Estado seguem em funcionamento.

Comércio

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, disse que o comércio ainda não deve ser prejudicado nesta sexta-feira (25). No entanto, o bloqueio das rodovias federais preocupa. “Temos um problema muito grande, porque toda a carga que está vindo para Manaus está sendo bloqueada em todas as BRs. Vai atrapalhar muito”, disse.

Indústria

Ao G1, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, Nelson Azevedo afirmou que sindicatos e movimentos que estão em greve precisam “ter um pouco de sensibilidade para fazer uma avaliação do momento que estamos vivendo no nosso país”.

Saúde

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) disse que há um alerta para um possível atraso na entrega de insumos e medicamentos em hospitais ou na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).

Quanto aos veículos que atendem à Saúde no Estado, incluindo ambulâncias, o abastecimento é realizado utilizando uma rede de cerca de 100 postos na capital que fornecem ao mercado local, não tendo estoque próprio. A situação está sob monitoramento.

Um plano emergencial foi anunciado pelo Governo do Amazonas, na manhã desta sexta-feira (25). Uma reserva de 60 mil litros de combustível deverá atender, prioritariamente, as frotas da Segurança Pública e Saúde

Fonte: G1-AM

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